ESCULTURAS

A obra de Rogério Botelho recicla a paisagem. Seu ferro reciclado funde-se a ela. Vira céu, vira mar, vira montanha, vira Rio de Janeiro. Ninguém faz cara de paisagem quando vê a beleza produzida pelas mãos desse mineiro-minério que um dia fundiu-se em carioca. Mas a parede azul do Rio não é a única. Em outras paredes, outras texturas. O interior das casas onde as peças de Rogério acharam morada, ganhou alma nova que os olhos veem e gostam.

“O barro toma a forma que você quiser. Você nem sabe estar fazendo apenas o que o barro quer”, escreveu Paulo Leminsky. Muda o material, mas não a poesia. Aqui, o ferro usado por Rogério Botelho também molda o artista: “Procuro sempre as peças que servirão de instrumento das minhas obras no ferro-velho. Esses objetos sempre trazem cortes ótimos para o trabalho e me ajudam, pois eu não preciso ter nenhum equipamento específico para moldá-los.”